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A METAFÍSICA DE ARISTÓTELES – RESUMO

Publicado: 20 de junho de 2018 por Tiago Vieira em OUTROS

 

ARISTÓTELES. Metafísica. Tradução de Vincenzo Cocco e notas de Joaquim Carvalho. São Paulo: Abril Cultural, 1973 (Coleção “Os Pensadores”).

Na obra supracitada, mais precisamente no Livro I (A), Aristóteles propõe uma discussão acerca do conhecimento humano. Para tanto, faz uma série de análises dialéticas acerca do projeto filosófico dos seus principais predecessores, dos pré-socráticos a Platão. Inicia sua obra discorrendo sobre a essência do conhecimento, evidenciando como característica inerente à condição humana o desejo natural pelo conhecimento. Enfatiza, sobremaneira, as sensações por intermédio dos sentidos, privilegiando a visão em detrimento dos outros e corrobora que, mesmo sendo despretensiosas de qualquer utilidade, as sensações nos agradam. Ao privilegiar a visão, Aristóteles mostra que a visão atua, dentre todos os sentidos, como aquele que melhor permite perceber as diferenças entre as coisas, facilitando-lhes assim o seu conhecimento. Afirma que a sensação gera memória e que esta estabelece uma relação direta com a capacidade de aprender, pois dela desdobra-se a experiência. Especifica, então, os graus básicos do conhecimento, a saber: sensação, memória, experiência, arte e ciência. Sendo esta e a arte, decorrentes da experiência. Para ele, a experiência é o conhecimento dos singulares, já a arte dos universais. Aos dominadores da arte, por possuírem a teoria e o conhecimento das causas, lhes são facultados a capacidade de ensinar. A Filosofia, para Aristóteles, ciência e último grau do conhecimento, é o maior estágio do conhecimento dentre os anteriormente citados e caracteriza-se como o saber por excelência e se configura como essencialmente livre, pois procura a priori determinar não só “o quê”, mas também “o porquê” das coisas, isto é, as causas primeiras de todas as coisas. Destaca, pois, a capacidade de admiração como intrínseca ao filósofo que, através dela, foi motivado a filosofar diante dos problemas existenciais da vida. Aristóteles utiliza o conceito de causa em quatro sentidos bem distintos: material, concernente ao substrato; formal, relativo à forma; eficiente, princípio do movimento produtor do ser; e final, que pode ser caracterizada como a razão de ser do objeto. Ao realizar suas análises acerca das teses de seus antecessores, buscando verificar se seus argumentos se sustentam, percebe que nenhum deles conseguiu englobar as quatro causas simultaneamente. Dessa forma, o autor afirma que os principais grupos de filósofos, em suas determinadas épocas, privilegiaram somente uma ou duas causas, como é o caso de alguns dos Filósofos Pré-socráticos, que determinavam a causa de todas as coisas à matéria e, portanto, delimitaram apenas o aspecto de causa material. Como exemplo, cita o pensamento de Tales de Mileto, com a teoria de que a matéria constituinte de todas as coisas é a água; Anaxímenes e Diógenes, o ar, como anterior a água e princípio por excelência; Hípaso e Heráclito de Éfeso, o fogo; Empédocles (primeiro a reconhecer duas causas a material e a eficiente), a junção destes elementos descritos com a terra, adicionado por ele e formando quatro elementos constituintes de todas as coisas; Anaxágoras, com a ideia de que os princípios são infinitos, baseando-se ainda nos elementos; Parmênides, reconhecendo não apenas uma causa, mas sim duas, além da material, a eficiente. Este último, juntamente como Hesíodo, propunham a presença do amor ou do desejo como a causa ou princípio de movimento e ordem às coisas; Leucipo e Demócrito, com a atomística, reconhecem apenas como elementos o pleno (átomo) e o vazio e que a diferença entre as coisas ocorre pela ordem diversa de suas partes e pela densidade. Em seguida, o autor afirma que, antes dos atomistas, os pitagóricos elencaram os princípios matemáticos como as causas de todos os seres, sobretudo, destaca dois princípios: o finito, o infinito e o uno, sendo a junção dos dois últimos a própria substancia das coisas. Aristóteles teceu várias críticas aos pitagóricos, afirmando suas definições serem demasiadamente simples e superficiais. Por fim, o autor confronta a teoria das ideias de Platão. Segundo esse filósofo, de caráter inatista, é das ideias que as coisas recebem ou percebem suas formas, julgando assim, que a constituição de todos os seres partiria das ideias. Ainda, de acordo com Platão, que concebe dois mundos: inteligível e o sensível, sendo este o das coisas concretas e, aquele, o de suas causas, a origem das ideias se dá no inteligível. Entretanto, despreza a experiência, esta somente servindo para nos lembrar das ideias já concebidas no mundo inteligível. Logo, analisando sob esse aspecto dualístico, é evidente que Platão privilegia apenas as causas formal e material. Aristóteles, por sua vez, empirista, refuta a teoria das ideias, repleta de fundamentos matemáticos que prescindem de experiência, e que, para ele, não explica claramente o mundo real. Ao contrário de Platão, Aristóteles defende que a origem das ideias decorre da observação, diga-se experiência. Na concepção de Aristóteles, a teoria Platônica não permite o acréscimo de novas ideias no inteligível, uma vez que estas, segundo Platão, são inatas. Entretanto, para Aristóteles, através da experiência, a introdução de novas idéias é perfeitamente possível, pois estas se geram da própria experiência no mundo sensível. Para Aristóteles, é inconcebível conhecer as coisas concretas apenas no mundo das idéias, desprezando a experiência. Destarte, desmonta a teoria platônica das idéias de seu mestre.

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ENQUETE

Todos sabem que vivemos numa democracia representativa, na qual elegemos representantes para que tomem decisões em favor da coletividade. Ontem, 18/04/2016, durante a votação do processo de impedimento da presidente Dilma, diversas foram as reações nas redes sociais, segundo as quais alguns, indignados, se disseram não representados pelos deputados que ali estavam. Todavia, foram eleitos pelo povo. Embora a democracia seja representativa e, constitucionalmente, a função de admissibilidade do processo seja precipuamente da Câmara dos Deputados, acreditamos que seria interessante ouvir os representados, isto é, os que serão diretamente afetados pelas escolhas dos nossos parlamentares. Pensando nisso, este espaço se abre para saber sua opinião sobre o processo de Impeachement. Embora não seja possível mudarmos nada através desse espaço, pelo menos teremos um meio de nos expressarmos e saber o que realmente o nosso povo brasileiro quer. Queremos dar voz ao povo, sejam contra ou a favor. Por isso, aguardo vocês. Vamos exercitar mais uma vez nossa cidadania!

Imagem compilada do site: alunofacapedireito.blogspot.com

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Boa tarde, caros leitores e amigos!

Quem, estudante de todo os níveis de ensino, nunca teve dificuldades na hora de redigir um trabalho para a escola ou para a Universidade? A dificuldade aumenta, principalmente, quando se deve seguir as Normas Técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. No intuito de facilitar a vida dos estudantes, optei por adicionar a este Blog mais uma funcionalidade.

A partir de hoje – 11 de novembro de 2015 – estarei trabalhando com os serviços de:

  1. Correção ortográfica e gramatical de TRABALHOS ESCOLARES, MONOGRAFIAS, ARTIGOS CIENTÍFICOS, RESUMOS, RESENHAS, PROJETOS DE INTERVENÇÃO e demais TRABALHOS ACADÊMICOS;
  2. Formatação dos ITENS ACIMA CITADOS, de acordo com as normas da ABNT;
  3. Criação de SLIDES para apresentação de SEMINÁRIOS.

obs.: Para um trabalho mais específico ou para outro que não esteja englobado neste rol meramente exemplificativo, sugiro que entre em contato para analisarmos sua viabilidade. Dúvidas e demais informações, nos comunique através de nosso FALE CONOSCO.

Atenciosamente,

Tiago Vieira

 

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Não, o texto desta semana não versará sobre direito, pelo menos não tão diretamente. Dessa vez vou lhes falar sobre emoções. E que emoções! O 1º Encontro Gloriense de Escritores, iniciado dia 21 de setembro e concluído propositalmente na data do aniversário de nossa cidade, dia 26 do mesmo mês, foi marcado por fortes emoções e por uma revolução cultural e educacional nunca antes vista no município.

Foi uma semana de intensas atividades literárias e artísticas e que teve seu ápice no último sábado, dia 26, com o lançamento da 1ª Antologia do EGE. A obra foi o resultado de uma participação maciça dos escritores do município, dos membros da Academia Gloriense de Letras – AGL, dos membros da Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano – ALAS e, com importante destaque, dos jovens talentos premiados pelo concurso literário professora Maria Iracema dos Santos (diga-se de passagem, homenagem merecidíssima a essa importante educadora que o nosso município teve a honra de ter).

Quanto aos jovens talentos despertados pelo EGE, não há palavras que possam descrever o que presenciei. Esses jovens demonstraram um monstruoso talento literário e poético. Se depender deles, nossa cidade estará muito bem representada nas letras, futuramente. Por tudo isso, tanto como escritor participante do EGE como cidadão, agradeço a toda equipe que idealizou e concretizou o evento. Indubitavelmente, foi o maior presente de aniversário que Nossa Senhora da Glória já recebeu.

Os agradecimentos não param por aqui. Agradeço imensamente a todas as pessoas (leitores ou apenas espectadores curiosos) que compareceram em todas as atividades desenvolvidas pelo EGE, principalmente no último dia, o dia da culminância e encerramento do evento. Sem dúvida, vocês abrilhantaram o evento! Agradeço também a todos aqueles que compraram a antologia. Saibam que além de valorizar a cultura de nossa terra, o suado investimento de vocês contribuirá para a manutenção do Lar de Caridade Sagrado Coração de Jesus (asilo dos idosos) localizado ao lado da Escola Municipal Tiradentes. Aproveito e informo que quem não pôde estar no dia e quiser comprar a antologia, pode se dirigir até a secretaria paroquial do município que ainda tem exemplares à venda.

Portanto, o EGE foi um sucesso e o será por longos anos, principalmente se isso depender das academias de letras do município, dos novos poetas e escritores revelados, dos novos poetas e escritores que se revelarão e, principalmente, de uma GLÓRIA DE LEITORES que temos hoje e dos que ainda estão por vir.

Tiago Vieira

Crônica Originalmente Publicada no Portal Mais Sertão, na Coluna Jurídica DIREITO EM “PAPO RETO”, sob o link: 1º Encontro Gloriense de Escritores: uma Glória em Glória

Tiago Vieira

É com imensa satisfação que informo a todos os leitores assíduos e eventuais desse blog que na próxima semana – de 21 a 26 de setembro de 2015 – acontecerá, em Nossa Senhora da Glória/SE, o 1º ENCONTRO GLORIENSE DE ESCRITORES. O evento tem uma programação predominantemente cultural, com palestras e mesas redondas em diversos espaços públicos do município, principalmente nas escolas públicas.

O encontro teve sua gênese de uma parceria importante entre a ACADEMIA LITERÁRIA DO AMPLO SERTÃO SERGIPANO – ALAS  e a ACADEMIA GLORIENSE DE LETRAS – AGL, em conjunto com outros parceiros. Certamente o evento marcará a história do município, não só por ser o primeiro de muitos, mas porque sua culminância será no dia em que se comemora a Emancipação Política da cidade, dia 26.

Não consigo esconder minha felicidade em ter sido aprovado, com uma de minhas crônicas jurídicas, para participar como um dos vários escritores que contribuíram para a publicação da 1ª Antologia do EGE – “Um SERTÃO de escritores, uma GLÓRIA de leitores”. A obra será lançada no dia da culminância do evento e, sem dúvida, terá participação, em massa, dos munícipes.

Enfim, a alegria é imensa e todos vocês, meus amigos leitores, sintam-se convidados a comparecer. Esse será o primeiro de muitos encontros e contribuirá, certamente, para a revelação de novos talentos e inspirará as próximas gerações de glorienses. Conto com vocês e aguardo a presença de todos.

Tiago Vieira

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Agradeço imensamente a equipe da REVISTA MAIS GLÓRIA, principalmente ao poeta, escritor e membro da ACADEMIA GLORIENSE DE LETRAS – AGL, o senhor Euvaldo Lima pela cessão do espaço à publicação da Crônica Jurídica: DIREITO OU PRIVILÉGIO – QUAL O FUNDAMENTO DA SOCIEDADE BRASILEIRA? Ela foi publicada na 18ª Edição da Revista Mais Glória, mais precisamente na página 15. Aqueles que não tiverem acesso à revista impressa podem ler a crônica no seguinte link:

https://dissertandosobredireito.wordpress.com/2015/04/16/direito-ou-privilegio-qual-o-fundamento-da-sociedade-brasileira/

O blog DISSERTANDO SOBRE DIREITO vem a público informar os resultados das enquetes que foram propostas ao final das crônicas jurídicas e dos artigos de opinião aqui publicados. Agradecemos, sobremaneira, pela participação de todos os que leram os trabalhos e, principalmente, por terem votado. Os resultados foram interessantíssimos e nos ajudarão a melhorar ainda mais o nível das reflexões propostas, uma vez que o “feedback” dos leitores é de extrema importância pra nós.

1 – VOCÊ É A FAVOR DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL?

A) NÃO, SOU CONTRA – 48%

B) SIM, SOU A FAVOR – 43%

C) AINDA NÃO TENHO UMA OPINIÃO FORMADA – 9%

2 – E VOCÊ, É CONTRA OU A FAVOR DAS TERCEIRIZAÇÕES SEM LIMITES? DEIXE AQUI SUA OPINIÃO.

A) NÃO, SOU CONTRA – 95%

B) SIM, SOU A FAVOR – 5%

C) SOU INDIFERENTE – 0%

3 – PARTICIPE DA NOSSA ENQUETE! VOCÊ ACHA JUSTA A CONCESSÃO DO AUXÍLIO-MORADIA PARA JUÍZES?

A) NÃO – 80%

B) SIM – 20%

C) SOU INDIFERENTE QUANTO A ISSO – 0%

4 – O AUTOR DESSE ARTIGO E O BLOG DISSERTANDO SOBRE DIREITO QUEREM SABER SUA OPINIÃO. VOCÊ ACHA JUSTO OU INJUSTO O AUXÍLIO-RECLUSÃO?

A) SIM, ACHO JUSTO, POIS A FAMÍLIA DO CONDENADO NÃO TEM CULPA DE SUA TRANSGRESSÃO – 71%

B) NÃO, ACHO INJUSTO, POIS OS VALORES GASTOS COM ESSES BENEFÍCIOS PODERIAM SER MELHOR APLICADOS – 24%

C) NÃO TENHO AINDA UMA OPINIÃO FORMADA SOBRE O ASSUNTO – 6%